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Importação e exportação

Brasil e Portugal

COMÉRCIO BILATERAL

O comércio entre Brasil e Portugal evoluiu de maneira irregular nos últimos seis anos: entre 2014 e 2019, segundo dados do Ministério da Economia, registraram-se variações acentuadas na corrente de comércio. O comércio bilateral global, em 2017, aumentou 74,6% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 2,25 bilhões, maior valor desde 2011. Em 2019, o intercâmbio comercial foi de US$ 1,92 bilhões, com exportações no montante de US$ 1,16 bilhões, representando queda de 19,9% em relação a 2018. Desse modo, o Brasil sagrou-se como 13º país de origem das importações de Portugal e 10º país de destino das exportações portuguesas.

O Brasil é hoje um dos principais provedores de matérias-primas e bens intermediários para a indústria portuguesa. Com isso, altera-se o perfil das exportações brasileiras: produtos como o café, a madeira, o açúcar, o couro e o cacau, que eram dominantes no passado, vêm cedendo espaço a outros commodities como o petróleo (36% das exportações em 2019), a soja (10%), o minério de ferro (10%) e o milho (9,6%). Em volumes mais modestos, registram-se também vendas de ampla gama de produtos, que incluem alimentos, frutas tropicais, mobiliário, material elétrico, artigos de couro ou produtos eletrônicos. É, de resto, digno de nota o intercâmbio no segmento aeronáutico, em que se registram vendas de aeronaves completas e compras por firmas brasileiras de peças, acessórios e componentes, como fruto da parceria de investimentos entre a Embraer e a portuguesa OGMA.

Pelo lado das importações brasileiras, em 2019, o principal produto foi “gorduras e óleos vegetais” (35%). Recentemente, vêm ganhando importância os vinhos de mesa e frutas frescas (peras, marmelos e maçãs). A estes produtos se somam as conservas de peixe, o bacalhau, os equipamentos eletrônicos e as referidas peças e equipamentos para aeronaves.

Entre janeiro e novembro de 2020, houve crescimento em 15% na corrente de comércio, alcançando a cifra de US$ 2,03 bilhões. As exportações brasileiras registraram aumento de 33%, com US$ 1,4 bilhões no período em tela. Em 2020, os principais produtos exportados foram: óleos brutos de petróleo (53% - aumento de 261% em relação a 2019), soja (10%), milho (8,3%) e produtos laminados de ferro ou aço (6,6%). As cifras do comércio bilateral têm sido magnificadas pelos números das transações intra-firma da petroleira GALP, cuja estratégia é de acumular estoques de petróleo bruto em suas refinarias portuguesas. Por outro lado, as importações decresceram em 18,6%, tendo registrado US$ 121,8 milhões nos dois primeiros meses do ano.

INVESTIMENTOS

Estima-se que há, atualmente, cerca de 600 empresas de capital português atuando no Brasil. Os dados de investimentos mais recentes disponíveis são do Banco de Portugal para o ano de 2019, sendo que o fluxo de investimento direto do Brasil registrou um saldo positivo com € 445,8milhões, invertendo a tendência de 2018, ano no qual registrou-seum movimento negativo de €454,3 milhões. No que concerne ao investimento direto de Portugal no Brasil, em 2019, denota-se uma tendência negativa de €123,9 milhões, agravando o resultado negativo de €67,6 milhões de 2018. Os setores com maior presença portuguesa no Brasil são turismo e hotelaria, energia, gás, eletricidade e petróleo, construção pesada, engenharia civil e imobiliário, consultoria e serviços, finanças, seguros e telecomunicações. O estoque de investimentos portugueses no Brasil totaliza €3,12 bilhões. Os investimentos brasileiros em Portugal concentram-se nos setores financeiro, imobiliário, cosméticos, metalomecânico, turismo, construção civil e saúde. O estoque de investimento do Brasil soma €3,3 bilhões, 2,3% do total de investimentos estrangeiros em Portugal.

TURISMO

Segundo dados da EMBRATUR, o número de visitantes portugueses ao Brasil seria de aproximadamente 150 mil por ano (10º maior emissor). Em contrapartida, cerca de um milhão de turistas brasileiros iriam a Portugal anualmente. Portugal destaca-se como grande receptor de turismo, sendo, de acordo com dados da Organização Mundial de Turismo (2019), o 17º maior receptor. No mesmo ranking, o Brasil foi o 48º país.

Fonte: Embaixada do Brasil em Lisboa

http://lisboa.itamaraty.gov.br/pt-br/assuntos_comerciais.xml

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