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Patinetes em Portugal e no Brasil

Em Lisboa (e restante da Europa), as "trotinetes" também dão muito o que falar

· Portugal Cotidiano

Por Joana Rodrigues

Bird, Lime, Hive... Passeie por Lisboa gastando pouco.

Cada vez mais é incentivado o uso de meios de transportes sustentáveis para o ambiente e, neste sentido, surgem métodos inovadores e únicos. O conceito de compartilhar é tido hoje em dia como uma das maiores apostas das empresas que se lançam no mercado. Estes meios de transporte, que podem passar por bicicletas, ou até carros, funcionam de modo a providenciar os seus serviços a um maior número de utilizadores, que usufruem dos mesmos apenas no momento em que necessitam, tornando-os disponíveis para os demais a qualquer hora.

O uso dos patinetes em Lisboa
Em Lisboa, tornou-se hábito ver passar patinetes (trotinetes em Portugal) a circular pelas grandes avenidas da cidade. A marca mais utilizada pelos lisboetas é a Lime, patinetes de cor verde que entraram em circulação em outubro de 2018. Para circular, é necessário baixar o aplicativo da empresa, que localiza o patinete mais próximo do utilizador, sendo que este deve fazer scan do código QR da viatura à sua escolha. O custo de desbloqueio é, atualmente, 0,50€, e o transporte tem o valor de 0,15€ por minuto. Para efetuar o pagamento, o utilizador deve ter associado ao aplicativo um cartão de crédito.

Ao contrário de alguns métodos anteriormente desenvolvidos (como é o caso das Public Bikes em Vilamoura), as Limes não têm um local de estacionamento predestinado. A organização desta empresa prevê que o cliente poderá deixar o patinete onde entender, com exceção de alguns espaços (como o centro histórico da cidade), assinalados no app como “zona vermelha”.

Este novo conceito de mobilidade compartilhada deu um grande impulso na luta contra a poluição na capital portuguesa. No entanto, são vários os impedimentos ao sucesso desta ideia. De início, não foram poucos os utilizadores multados pela Câmara Municipal de Lisboa pela falta de capacete. Para além disso, infelizmente, ainda há casos de vandalismo, em que são encontrados patinetes estragados, ou em locais improváveis (em cima de árvores ou no rio Tejo). Atualmente, existem nove empresas ativas que disponibilizam o meio de transporte em Lisboa, como é o caso da Hive ou da Bird.

 

Os patinetes e as bikes no Brasil
Do outro lado do Oceano Atlântico, várias empresas investiram na mobilidade compartilhada também, quer seja por meio de patinetes ou de bicicletas. No fundo, o funcionamento destes meios de transporte acaba por ser o mesmo. No caso da empresa Yellow, que disponibiliza bicicletas e patinetes em inúmeras cidades brasileiras, o utilizador deve fazer o download do aplicativo, que deve carregar, previamente, com o chamado “crédito Yellow”, que pode ser comprado por cartão, com dinheiro em postos de venda, ou até transferido por um amigo através do app.

As bicicletas da Yellow devem ser deixadas em locais de estacionamento gratuitos para veículos, e o cadeado deve ser trancado manualmente. Os patinetes devem ser estacionados em estações próprias para este fim. No website da Yellow, podem encontrar várias dicas para a utilização deste serviço, relativamente à velocidade permitida e à recomendações de segurança.

As principais empresas
O preço de aluguel dos patinetes varia de acordo com a localização do utilizador. No Rio, o desbloqueio custa R$ 2,25, e o custo por minuto é R$ 0,75. Em Brasília, o desbloqueio é R$ 3,50 e o minuto de utilização custa R$ 0,50. Este serviço providenciado pela Yellow está em São Paulo desde outubro de 2018.


Para além desta empresa, existe ainda a Grin, que se expandiu do México para várias cidades brasileiras. A Scoo é um grande concorrente destas empresas em São Paulo, por ter uma tarifa de utilização bastante mais baixa, em comparação com as outras (R$ 1 pelo desbloqueio e quatro minutos, R$ 0,25 por cada minuto adicional). Apesar do sucesso relativo que estes meios de transporte têm apresentado, existe um grande risco no que toca ao vandalismo e roubo, bem como falta de colaboração por parte da Prefeitura de São Paulo, que não definiu regras para a exploração comercial dos patinetes.


O uso de patinetes elétricos é uma iniciativa que nos permite não só facilitar pequenas deslocações dentro da cidade, como é um incentivo às pequenas alterações que podemos fazer para proteger o ambiente.

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